Se você já abriu o Novo Testamento, deu de cara com ele logo no início. O Evangelho de Mateus funciona como uma ponte perfeita entre as promessas do Antigo Testamento e a chegada do Messias.
Mas por que este livro, escrito por um ex-cobrador de impostos, ocupa a primeira posição na nossa Bíblia? A resposta envolve história, profecia e uma narrativa fascinante sobre o Reino dos Céus.
Hojem vamos analisar os detalhes desse texto sagrado, suas características únicas e o motivo dele ser tão lido ao redor do mundo. Prepare-se para conhecer Mateus Levi e sua visão sobre Jesus de uma forma descontraída e direta.
Main conclusions
- Autor Improvável: Mateus era um publicano (cobrador de impostos) odiado pelos judeus antes de seguir a Jesus.
- Público-Alvo: O texto foi escrito primariamente para judeus, com foco em provar que Jesus é o Messias prometido.
- Estrutura: O livro gira em torno de cinco grandes discursos de Jesus, espelhando os cinco books de Moisés (Pentateuco).
- Tema Central: A expressão “Reino dos Céus” aparece 32 vezes, algo exclusivo deste evangelho.
Quem foi Mateus Levi?
Imagine alguém que trabalha para o governo opressor cobrando taxas abusivas do seu próprio povo. Esse era Mateus (também chamado de Levi). Quando Jesus o chamou na coletoria, foi um choque social. Ele deixou tudo para trás imediatamente.
Essa mudança radical reflete o tom do livro. Mateus, por ser acostumado com registros e contabilidade, apresenta uma narrativa organizada e sistemática. Ele agrupa os ensinamentos de Jesus de forma lógica, facilitando a memorização para os primeiros cristãos.

O Propósito do Livro
Mateus tinha uma missão clara: mostrar aos judeus que Jesus de Nazaré cumpria todas as profecias do Antigo Testamento. É por isso que você encontra repetidamente a frase: “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta…”.
Ele conecta a genealogia de Jesus diretamente a Abraham e Davi, estabelecendo o direito legal de Cristo ao trono de Israel. Para quem estuda teologia ou apenas lê por curiosidade, essa conexão é fundamental para validar a messianidade de Jesus.
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Estrutura e Os 5 Discursos
Uma característica brilhante deste evangelho é como ele está organizado. Estudiosos apontam que Mateus estruturou seu texto em cinco grandes blocos de ensino, possivelmente para traçar um paralelo com os cinco livros da Torá.
- Sermon da Montanha (caps. 5-7): A ética do Reino.
- Instrução aos Doze (cap. 10): A missão dos discípulos.
- Parábolas do Reino (cap. 13): Mistérios revelados.
- A Comunidade (cap. 18): Relacionamentos e perdão.
- Discurso do Fim dos Tempos (caps. 24-25): O futuro e o juízo.
The Sermon on the Mount
Este é, sem dúvida, o trecho mais famoso. Aqui encontramos as Beatitudes e a Oração do Pai Nosso. Jesus eleva o padrão da Lei, focando não apenas nas ações, mas na intenção do coração.
Prós e Contras de Estudar Mateus
Ao escolher este livro para leitura, considere estes pontos:
- Prós:
- Contém a maior quantidade de ensinamentos diretos de Jesus.
- Faz a melhor conexão entre o Antigo e o Novo Testamento.
- Possui uma estrutura didática fácil de acompanhar.
- Apresenta the Sermon on the Mount na íntegra.
- Contras:
- A genealogia inicial pode parecer cansativa para leitores iniciantes.
- Alguns discursos são longos e exigem atenção redobrada.
- O foco judaico pode exigir conhecimento prévio de costumes da época.
Tabela: Mateus vs. Outros Evangelhos
Para visualizar melhor onde Mateus se encaixa, veja esta comparação rápida:
| Features | Matthew | Marcos | Lucas | John |
|---|---|---|---|---|
| Foco Principal | Jesus como Rei e Messias | Jesus como Servo Sofredor | Jesus como Homem Perfeito | Jesus como Filho de Deus |
| Público Original | Judeus | Romans | Gregos/Gentios | Igreja Universal |
| Estilo | Didático e Profético | Ação Rápida e Direta | Histórico e Detalhado | Teológico e Espiritual |
| Key words | Cumprimento / Reino | Imediatamente | Filho do Homem | Crer / Vida |

Momentos Marcantes
Alguns eventos são descritos com detalhes únicos por Mateus. A visita dos magos do oriente, por exemplo, só aparece aqui. Isso reforça a ideia de que, embora Jesus tenha vindo para os judeus, Ele também seria adorado pelas nações (gentios).
Outro ponto alto é a Grande Comissão no final do livro. A ordem de “ide e fazei discípulos de todas as nações” moldou a história do cristianismo e continua movendo missões até hoje. Para ler o texto bíblico na íntegra e comparar versões, fontes como o Bible Gateway são excelentes ferramentas de consulta.
O Reino dos Céus
Você notará que Mateus prefere usar “Reino dos Céus” em vez de “Reino de Deus”. Isso provavelmente reflete a reverência judaica de evitar pronunciar o nome de Deus desnecessariamente. O conceito central é que o Reino chegou na pessoa do Rei (Jesus), mas ainda será plenamente estabelecido no futuro.
Esse jogo entre o “já” e o “ainda não” cria uma tensão narrativa que mantém o leitor engajado do início ao fim. As parábolas explicam como viver nesse Reino agora, mesmo em meio a um mundo hostil.
Para quem gosta de análises históricas profundas sobre os manuscritos, o Bible Project oferece vídeos e artigos visuais que ajudam a visualizar a estrutura literária que discutimos aqui.
Considerações Finais: O Evangelho de Mateus: Resumo, História e Curiosidades
Read more O Evangelho de Mateus é encarar a base da fé cristã. Ele não apenas narra fatos; ele organiza a teologia da vida de Cristo. Do nascimento milagroso à ressurreição gloriosa, Mateus nos convida a reconhecer a autoridade de Jesus sobre todas as coisas.
Seja você um estudioso ou alguém buscando conforto espiritual, as palavras registradas pelo ex-cobrador de impostos continuam ressoando com poder e atualidade.
Frequently Asked Questions
O livro é atribuído a Mateus (Levi), um dos 12 apóstolos e ex-cobrador de impostos. A tradição da igreja primitiva confirma essa autoria de forma unânime.
A maioria dos estudiosos data a escrita entre os anos 50 e 70 d.C., provavelmente antes da destruição do Templo de Jerusalém em 70 d.C.
Mateus foca intensamente no cumprimento de profecias do Antigo Testamento e nos discursos de ensino de Jesus, sendo o mais “judaico” dos quatro evangelhos.
É uma expressão semítica usada por Mateus para se referir ao governo soberano de Deus. Ele evita usar o nome sagrado de Deus por respeito à tradição judaica.
O público principal eram os cristãos de origem judaica. O objetivo era confirmar que Jesus era de fato o Messias esperado por Israel.



