Revised on: 19/10/2026
- Topic: origem, crenças e práticas do Islamismo (Islã)
- Profeta: Maomé (Muhammad), nascido em Meca por volta de 570 d.C.
- Livro sagrado: Qur'an
- Who it's for: quem busca uma introdução informativa e respeitosa ao Islamismo
O Islamismo, também chamado de Islã, é uma das maiores religiões do mundo. As estimativas apontam algo entre 1,8 e 2 bilhões de seguidores, os muçulmanos, espalhados por todos os continentes.
A fé islâmica se baseia na crença em um único Deus, chamado Alá, e na aceitação de Mohammed como mensageiro. Para os muçulmanos, ele é o último dos profetas.
Os ensinamentos têm como base o livro sagrado, o Alcorão. Entre as práticas estão a oração cinco vezes ao dia, o jejum durante o mês do Ramadã e a peregrinação a Meca, pelo menos uma vez na vida, quando possível.
Este artigo apresenta, de forma informativa, as origens, as crenças, as principais correntes e a presença do Islamismo no mundo, no Brasil e na Europa.

Origin of Islam
O Islamismo é uma fé monoteísta, fundamentada na adoração exclusiva a Alá. Suas raízes estão no século VII, na Península Arábica.
A mensagem central, proclamada por Maomé, destaca a submissão e a entrega à vontade de Deus. A própria palavra “islã” costuma ser traduzida como submissão ou entrega.
Alá é a palavra árabe para Deus. Ela também é usada por cristãos e judeus de língua árabe para se referir a Deus.
Para os muçulmanos, a revelação do Alcorão é um marco da história espiritual da humanidade. A religião orienta a vida dos fiéis e influenciou a cultura, a ética e os sistemas jurídicos de vários países de maioria muçulmana.
Prophet Mohammed
Para os historiadores, Mohammed é o fundador do Islamismo. Para os muçulmanos, é o último profeta enviado por Alá, nascido em Meca por volta de 570 d.C.
Segundo a tradição islâmica, ele recebeu a primeira revelação aos 40 anos, enquanto meditava em uma caverna próxima a Meca. A partir daí, Mohammed passou a pregar a mensagem recebida e a reunir seguidores.
Ele enfrentou a oposição de líderes de Meca, que se sentiam ameaçados por sua mensagem. Em 622 d.C., Mohammed e seus seguidores deixaram a cidade e se refugiaram em Medina, evento conhecido como Hégira.
A Hégira marca o início do calendário islâmico, que é lunar e tem 12 meses. Como o ano é cerca de 11 dias mais curto que o solar, o Ramadã muda de data a cada ano no calendário comum.
Revelation of the Koran
The revelation of the Koran is one of the pillars of Islam. According to Islamic tradition, the angel Gabriel appeared to Mohammed e lhe transmitiu a mensagem de Alá.
Essas revelações foram registradas em versos que formam o Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos. O texto reúne orientações religiosas, sociais e morais.
Para os muçulmanos, o Alcorão é a palavra de Alá e deve orientar a vida dos fiéis. Em resumo, o Islamismo se apoia na crença em Alá e na mensagem transmitida a Mohammed.
Beliefs and Practices
Os fiéis, chamados muçulmanos, professam a crença em Alá, o único Deus. Consideram o Alcorão a revelação divina.
Para eles, o Alcorão é um guia que trata de questões espirituais, práticas e éticas do dia a dia. Por isso, o Islamismo é visto não só como religião, mas também como modo de vida.
Five Pillars
Os Cinco Pilares do Islã são as principais práticas religiosas que todo muçulmano procura seguir:
- - Shahada: declaração de fé em Alá e em Mohammed as his messenger.
- - Salat: oração realizada cinco vezes ao dia.
- - Zakat: doação de parte da riqueza, tradicionalmente 2,5%, para ajudar os necessitados.
- - Sawm: jejum durante o mês sagrado do Ramadã.
- - Hajj: peregrinação a Meca pelo menos uma vez na vida, para quem tem condições físicas e financeiras.
Para conhecer as celebrações do calendário islâmico, como as que marcam o fim do Ramadã, leia a história das festas islâmicas.
Conceitos Importantes do Islã
Jihad
Jihad é um termo frequentemente mal compreendido. Em árabe, significa “esforço” ou “empenho” em prol da fé.
Para muitos muçulmanos, inclui o esforço pessoal contra o mal em si mesmo. A interpretação varia entre estudiosos e correntes, e alguns textos também a relacionam à defesa contra a opressão.
Halal and Haram
Halal significa “permitido” e Haram significa “proibido”. Os termos descrevem alimentos e comportamentos aceitos ou não pelos muçulmanos.
Entre os alimentos halal está a carne de animais abatidos conforme as leis islâmicas. Entre os haram estão a carne de porco e o álcool.
Correntes do Islã
O Islã reúne diferentes correntes e interpretações. Entre as mais conhecidas estão os sunitas, os xiitas e o sufismo.
Sunnis
Os sunitas são a maior corrente, com cerca de 85 a 90% dos muçulmanos. Seguem a tradição (sunna) de Maomé e entendem que a liderança da comunidade deve ser escolhida pela própria comunidade.
A interpretação do Alcorão se apoia na tradição e nos ensinamentos dos primeiros muçulmanos.
Shiites
Os xiitas representam cerca de 10 a 15% dos muçulmanos. Acreditam que a liderança deveria permanecer na família de Maomé, a partir de Ali, seu primo e genro.
Seus líderes espirituais são chamados de imãs.
Sufism
O sufismo é a dimensão mística do Islã, presente entre sunitas e xiitas. Busca a proximidade com Deus por meio da meditação, do conhecimento interior e da experiência pessoal.
É conhecido por práticas como a dança dos dervixes e a recitação de poesia. Cada corrente tem crenças e práticas próprias, e nem todos os muçulmanos seguem a mesma.
Islam in the World

O Islamismo, uma das religiões abraâmicas, reúne entre 1,8 e 2 bilhões de adeptos. A fé islâmica ultrapassa fronteiras, e grande parte dos seguidores vive na Ásia e na África.
Na Ásia, países como Indonésia, Paquistão, Índia e Bangladesh têm populações muçulmanas muito numerosas. Na África, Nigéria, Egito e Etiópia também abrigam comunidades expressivas.
Islam in Brazil
No Brasil, o Islamismo é uma religião minoritária em um país de maioria cristã. A presença muçulmana remonta ao período colonial, com africanos escravizados que professavam o Islã, como na Revolta dos Malês, em Salvador, em 1835.
A partir do fim do século XIX, chegaram imigrantes árabes, principalmente do Líbano e da Síria. Hoje há mesquitas e centros de estudo islâmicos em cidades como São Paulo e Curitiba.
Os números variam: o Censo 2010 do IBGE contou cerca de 35 mil muçulmanos, enquanto entidades islâmicas apresentam estimativas bem maiores. A maioria é sunita, há uma minoria xiita, e a comunidade reúne pessoas de várias origens étnicas e culturais.
Islam in Europe
A Europa tem uma população muçulmana crescente, resultado em grande parte da imigração das últimas décadas, vinda do Oriente Médio, do Norte da África e da Ásia. França, Alemanha e Reino Unido estão entre os países com comunidades numerosas.
A presença muçulmana gera debates sobre integração, diversidade cultural e liberdade religiosa. Alguns países adotaram restrições ao véu em certos espaços, como a proibição do véu integral em locais públicos na França.
Para comparar o Islamismo com outras tradições, leia o cristianismo e outras religiões mundiais.
Criticism and Controversy
Extremism
O Islamismo costuma ser associado ao extremismo, por causa de grupos como o Estado Islâmico (EI) e a Al-Qaeda, muito citados pela mídia. Esses grupos não representam a maioria dos muçulmanos, e muitos líderes e estudiosos islâmicos os condenam.
O extremismo causou ataques terroristas e mortes em massa, ações condenáveis em qualquer religião ou sociedade. Para a maioria dos muçulmanos, o Islã ensina a paz e a tolerância.
Women's rights

Outra crítica comum é a de que o Islã não trata as mulheres com igualdade. Para muitos muçulmanos e estudiosos, o Alcorão afirma que homens e mulheres são iguais perante Deus, embora haja diferenças de papéis em várias leituras.
Em alguns países de maioria muçulmana, as mulheres não têm os mesmos direitos legais que os homens. O véu, ou hijab, é visto por alguns como opressão e por muitas mulheres como escolha pessoal e expressão de fé.
A interpretação varia, e muitos consideram que práticas restritivas são culturais ou legais, e não consenso religioso. Muitos muçulmanos defendem a igualdade de gênero, e as mulheres muçulmanas tiveram papéis importantes na história islâmica e continuam a ter.
Conclusão: Islamismo, uma Introdução ao Islã
Críticas e controvérsias não são exclusivas do Islã, pois todas as religiões e culturas as têm. Por isso, é importante evitar generalizar ou estereotipar todo um grupo por causa de ações extremas ou de práticas culturais.
O Islamismo é uma das maiores e mais influentes religiões do mundo. Além de crença espiritual, é uma cultura e um modo de vida, com tradições que moldam o cotidiano dos muçulmanos.
Você viu a história, os fundamentos, as principais crenças e práticas do Islã e sua presença no mundo. Este texto é apenas uma introdução, e livros, artigos e fontes ligadas às comunidades islâmicas ajudam a aprofundar o assunto.
Para ver como as religiões se desenvolveram ao longo do tempo, leia a história da religião. Fique atento aos próximos posts para aprender mais sobre o Islã e outras religiões do mundo.
Conhecer a fé de outras pessoas, a partir de como elas mesmas a descrevem, ajuda você a conviver com mais respeito em meio às diferenças? Que pergunta você gostaria de responder em um próximo estudo?
See also: Hinduísmo: a essência da religião indiana
Frequently Asked Questions
Quem foi Maomé?
Maomé nasceu em Meca por volta de 570 d.C. Para os muçulmanos, é o último profeta de Alá, e a Hégira, em 622 d.C., marca o início do calendário islâmico.
Quais são os Cinco Pilares do Islã?
São a Shahada (declaração de fé), o Salat (oração), o Zakat (caridade), o Sawm (jejum no Ramadã) e o Hajj (peregrinação a Meca).
Qual a diferença entre sunitas e xiitas?
Os sunitas entendem que a liderança deve ser escolhida pela comunidade, e os xiitas, que deveria permanecer na família de Maomé, por meio de Ali e dos imãs.
Jihad significa guerra santa?
Em árabe, jihad significa esforço ou empenho em prol da fé. A interpretação varia, e muitos muçulmanos a entendem primeiro como esforço pessoal contra o mal.
Islamismo e Islã são a mesma coisa?
No Brasil, os dois termos são usados para a religião. Muitos muçulmanos preferem Islã, e alguns usam Islamismo para o movimento político.
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